Sunday, June 26, 2011

A força da motivação

Tenho caminhado nos últimos meses bastante reflexivo. Acredito que tenha sido pelas diversas situações que tenho enfrentado no meio profissional, familiar e pessoal. Já participei de diversas discursões virtuais e até presenciais e uma palavra me veio a mente: cartesiano. Numa dessas conversas virtuais, no meio capoeirístico, um camarada chegou a dizer que possuo pensamentos "cartesianos". Cheguei a solicitar o significado, o que não me trouxe muitas explicações e cheguei a pesquisar na internet sem obter o resultado que desejava.

Acredito que esta palavra (cartesiano) tenha sido criada para traduzir ou designar aqueles que vivem num plano definido em duas dimensões, com coordenadas em eixos ortogonais e que uma equação trará pontos exatos, caso queiramos encontrá-los. Não posso negar que sou cartesiano ao pé da letra vivendo num mundo binário em que sempre imponho a condição de certo ou errado, sim ou não.

Este ano de 2011 tem sido uma prova de fogo, no qual tenho que deixar esse lado cartesiano para evitar os conflitos que surgem no meio profissional. No entanto no meio familiar permaneço cartesiano, embora esteja praticando muito a paciência com minha filha. Deixar de ser cartesiano é esquecer que iremos colocar uma coordenada X numa equação e encontrar o Y, pois podemos encontrar valores completamente distorcidos em que a situação possa fugir do controle ou simplesmente se manter numa zona em que os conflitos possam ser gerenciados sem muito estresse.

Mas estar no meio cartesiano não gera estresse? Eu acredito que gera muito mais do que estar fora dele, pois quando impomos uma condição de certo e o outro lado impõe a condição de errado não chegamos a um denominador em comum e o diálogo entra em conflito, praticamente numa guerra em que devem surgir intermediadores que definirá qual resposta será tomada como a solução do problema, e muitas vezes essa resposta não é a que achamos como a correta, a não ser que deixemos de ser "cartesianos" e simplesmente flexibilizar a resposta para que ambas as partes saiam contentes.

Por outro lado, até que ponto podemos nos flexibilizar? Até que pondo estaremos nos corrompendo dos valores que possuímos? Acredito que a melhor resposta é com a seguinte pergunta: "Até onde você quer chegar?"

Praticamente no fim desse meu discurso que praticamente chego ao tema do título. Somos seres movidos de motivação, por menor que seja o interesse, nos motivamos sempre. E cito uma motivação simples e que praticamos no dia a dia: a fome. Quando estamos com fome, de alguma forma nos motivamos a ir até a cozinha fazer uma comida, ou nos motivamos a ir até um restaurante, nos motivamos a procurar comida e num caso extremo de pobreza o indíviduo se motiva a "roubar" por comida, pedir esmola por comida ou pegar comida do chão ou estragada para se alimentar.

Retornando ao assunto do "cartesiano", cheguei a conclusão de que nos tornamos flexíveis ou inflexíveis a depender das situações que passamos e do interesse que se faz necessário para alcançarmos nossos objetivos, ou seja, a força da motivação nos encaminha para sermos o que somos hoje.

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