Thursday, May 19, 2011

Fidelidade e lealdade (continuação)

Sem muitas delongas, o meu objetivo do post anterior foi de trazer uma reflexão entre a fidelidade da comunhão entre casais, a qual deve ser a mais forte e solidificada, e a lealdade no meio profissional, em que somos cobrados e devemos provar e conquistar.
Quais são os riscos de um homem infiel no casamento ser desleal no meio profissional? Independem uma coisa da outra ou são correlatas? Até onde a lealdade poderá ser testada?
Me deparo com isso no meio profissional. Me cobram lealdade, mas até onde esta lealdade vai? Ou vivemos eternamente desconfiados ou um dia nos depararemos com uma surpresa desagradável. E por isso lembro da famosa frase de meu ex-professor de ensaios tecnológicos do antigo CEFET-BA, o professor Olivar, da qual minha esposa leva a finco: "Não se confia confiando, se confia fiscalizando." A lealdade cega não é a mais correta, e como na definição (no post anterior), ela é construída. Devemos a cada momento buscar provas de que essa lealdade está sendo cumprida.
Porém, quando nos deparamos com mostras de lealdade de alguém que é infiel, até onde devemos confiar ou até onde esta lealdade é plena?
Sinceramente, é esse tipo de relacionamento que não conseguimos definir se realmente estamos construindo um elo de confiança e credibilidade. Por outro lado, estou demonstrando a lealdade que me cobram? O mundo profissional é cheio de truques e trapaças, tanto pelo lando do empregador como do empregado. Até onde somos úteis, estamos apresentando resultados positivos e nosso custo (salário) não está afetando o lucro da empresa ou se tornando desnecessário, continuamos estáveis. Quando não somos mais úteis, somos descartados, independente do profissional e leal que somos.
Devo estar na conclusão da minha reflexão, pois agora estou no conceito de que a lealdade a qual somos cobrados está mais relacionada na capacidade sermos os mais próximos da sinceridade e da confiabilidade, e a depender da abertura, nos tornamos leais àqueles que também são conosco, ultrapassando as barreiras estabelecidas pelas corporações e estreitanto um relacionamento de amizade.
Vai depender de cada um, o quanto é fiel e leal consigo, o quanto se é fiel com o próximo e até quando podemos nos mostrar leais, pois nem sempre podemos ser sinceros. Imagine estar num emprego, chegar para o chefe e dizer a ele que está trabalhando, porém que está procurando outras oportunidades? As chances do chefe lhe dispensar no dia seguinte serão enormes. O problema é que ao deixarmos de nos mostrar leais em alguns momentos, podemos nos acostumar. Talvez esse seja o primeiro momento que iniciamos a "gestão de conflitos" e a lidar com os interesses pessoais.
Nessas omissões podemos ir somando a tantas outras e dentro das decisões que tomamos para gerir os confitos e consequências dessas ações. Encerro já com sono e com a mente fervilhando de idéias para escrever com o seguinte pensamento: "omitimos ou negamos para nossos chefes que estamos procurando novas oportunidades com o intuito de permanecer empregado numa menor gravidade da mesma forma que alguém mente ou omite para a esposa que existe uma terceira pessoa para continuar em casa para não ter que pagar pensão ou qualquer outro motivo?"

2 Comments:

Anonymous Anonymous said...

Gosto muito de ler um artigo que faz pessoas a parar
para pensar.

6:42 PM  
Blogger Unknown said...

Obrigado pelo seu comentário. Foi bom tê-lo visto.

5:11 AM  

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